Conviver com a natureza é possível Voltar



por Artêmio Sanchez

Desde a criação do mundo, quando o Divino Arquiteto do Universo, criou a vida e, nele colocou o homem, possibilitou a convivência entre os seres vivos e a natureza que o cerca. Este seria o princípio de tudo. Entretanto, toda inteligência dada ao bicho Homem, parece não ter bastado para que ele reflita sobre suas ações, antes de executa-las.
Assim, criaram-se as guerras, a bomba nuclear, a ganância, agrediu-se a natureza, se desmatou, mataram os outros bichos, desviaram-se rios, transformaram lindas cachoeiras em barragens e criaram-se hidrelétricas, despovoaram-se os rios, se poluiu, em fim, quase se matou a Mãe Terra. No decorrer do tempo, após sentir na pele a dureza de não poder mais contar com a Natureza ou na eminência de perde-la definitivamente, o Homem passou a se preocupar com ela.
A história, porém, da conta de algumas pessoas que no passado já falavam e agiam pela preservação da natureza no seu todo, no perigo da extinção de espécies e recomendavam o reflorestamento e o repovoamento dos rios. Eram tidos como loucos, pois as pessoas acreditavam que a Natureza era perene, inesgotável. Engano, ledo engano, ou seria uma “teoria” propositada na exploração pela exploração, que alimenta a ganância.
Não que a Natureza seja de todo intocável, ela existe para que a humanidade viva dela e com ela, explorando-a de forma racional. Ela é seguramente a melhor herança do homem, que teima em extermina-la. Como toda ação tem uma reação e a Natureza reage de acordo como tratamento que recebe e assim, o Homem, às duras penas vem aprendendo a lição e já pensa na preservação, ao menos do que restou. Os que no passado eram tidos como loucos, por falar em preservação estão em voga. A idéia de preservação nunca morreu e paulatinamente foi se multiplicando.
Falando nos rios e na natureza ictiológica, desastres como o que acontece com o lendário Rio Taquari, no Pantanal, os problemas do rio Mississipi, nos USA, mostraram ao Homem que ele não o senhor de tudo. Isto nos leva a refletir sobre o Rio Apa, um dos mais piscosos e mais belos do mundo e onde existe a Cachoeira do Apa e, ainda hoje é possível se apreciar a Natureza em festa. Ali, existe o “Paraíso do Apa”, onde se pratica a pesca esportiva. Na modalidade pesque e solte é possível se apanhar e soltar os maiores peixes da região. Jaús, pacus, cacharas, pintados, dourados, entre outros espécimes, apanhados e soltos imediatamente, após as fotos e vídeos para recordação. O que vale mesmo é a emoção e a satisfação de devolver o peixe ao rio.
Mas esta regalia é só para os amantes verdadeiros da Natureza só foi possível graças á política e a determinação do empresário João Carlos Pinto da Silva, que criou, entre outras coisas, a Colônia de Pescadores Esportivos do rio Apa (APPATur) e a Confraria de Pescadores Esportivos “Amigos do Rio Apa”, além do programa de TV Pesca Sem Fronteiras, que aos poucos vai levando ao conhecimento do mundo inteiro as maravilhas desse rio e para onde já vêm pescadores de vários países. Na Cachoeira do Apa se pode perceber que é possível conviver em paz com a Natureza.
Como o Apa é um rio de fronteira, com o Paraguai, o problema da pesca predatória "era" um costume, até meados de 2003 um grande problema, nefasto. Mas a realidade já é outra, melhor, da qual falaremos em outra oportunidade. Até lá, fica o convite para uma temporada de pesca no rio Apa, na porção que fica no município de Porto Murtinho, Matogrosso do Sul, o Estado do Pantanal.

05.02.2013

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